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Não fez a menor diferença se um lado do clássico entrou em campo em crise, sem treinador efetivo, e o outro empolgado pelo bom momento na Libertadores. No Vasco x Botafogo deste domingo, no Nilton Santos, pela segunda rodada da Taça Rio, a igualdade prevaleceu. Um jogo parelho, que acabou terminando no 0 a 0.
Com o resultado, o Botafogo chegou aos quatro pontos, e o Vasco ficou com dois. Na próxima rodada, quarta-feira, o Vasco recebe o Madureira em São Januário. Já o Botafogo tem mais um clássico pela frente: será contra o Fluminense, por ora, também no Nilton Santos.
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Em um primeiro tempo equilibrado, os dois goleiros foram destaque. Não pelo volume de defesas feitas, mas pelo grau de dificuldade das intervenções para evitar o gol do rival.
Quem primeiro mostrou serviço foi Gatito Fernández. Primeiro ele defendeu uma cabeçada de Evander. No rebote, o chute de Nenê pegou o goleiro ainda se levantando. Não foi problema. Uma defesa que salvou o Botafogo e a pele da arbitragem, já que o auxiliar acabou marcando impedimento inexistente do meia-atacante vascaíno. Depois que o Botafogo melhorou, Martin Silva foi o responsável pelo placar não ter saído do zero. A defesa digna de DVD foi em um chute venenoso de Montillo, que pegou na veia de fora da área.
A igualdade nas defesas difíceis e no placar foi o saldo de uma etapa inicial com o Vasco – modificado por Valdir Bigode em relação ao último jogo com Cristovão – começando com mais apetite. O time iniciou com Evander e Andrezinho, mas pecou em passes e cruzamentos que, com mais capricho, teriam deixado o rival em apuros. Botafogo, por sua vez, usou muito o lado esquerdo, mas Guilherme também deixou a desejar, apesar de ter sido muito acionado. Montillo, não só pelo quase golaço, foi o que de melhor o Alvinegro teve.
No segundo tempo, o jogo ficou mais truncado. A dificuldade para criar chances aumentou para os dois lados. Valdir Bigode foi quem primeiro tomou a iniciativa de mexer na equipe, colocando no Vasco um segundo lateral-direito – Yago Pikachu -, na tentativa de explorar as costas de Victor Luís (amarelado). Mas o próprio treinador viria a desistir da ideia pouco mais de 10 minutos depois, sacando Gilberto e colocando Ederson. A bola estava chegando pouco para Luis Fabiano. Os duelos com os defensores alvinegros foram sem sucesso.
No Bota, Jair Ventura também tentou aumentar o poder de fogo. A entrada de Sassá no lugar de Guilherme, no entanto. não teve o mesmo efeito avassalador imediato como no confronto contra o Estudiantes pela Libertadores. Até o poupado Pimpão entrou no segundo tempo, substituindo Camilo.
Quando parecia que não haveria mais emoção no jogo, uma chance criada para cada lado foi o que elevou o batimento cardíaco do torcedor. Se Gatito voou e espalmou a cobrança de falta de Andrezinho, Jean evitou quase em cima da linha um gol de Pimpão.
Ao fim das contas, o empate foi justo. Mas o 0 a 0 é ficou na conta dos goleiros.
VASCO 0 X 0 BOTAFOGO
Local: Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ)
Data/Hora: 19/3/2017. às 18h30
Árbitro: Grazianni Maciel Rocha
Assistentes: Diogo Carvalho Silva e Carlos Henrique Alves de Lima
Carões amarelos: Nenê, Jomar, Jean (VAS); Roger, Victor Luís, Emerson Silva, João Paulo (BOT)
Público/Renda: 8.088 pagantes / R$ 245.580,00
Gols: –
VASCO: Martin Silva, Gilberto (Ederson, 32’/2ºT), Jomar, Rafael Marques e Henrique; Jean e Douglas; Evander (Yago Pikachu, 13’/2ºT), Andrezinho e Nenê (Thalles, 43’/2ºT); Luis Fabiano: Técnico: Valdir Bigode.
BOTAFOGO: Gatito Fernández, Marcinho, Carli, Emerson Silva e Victor Luís; Bruno Silva e Airton (João Paulo, 36’/2ºT); Camilo (Rodrigo Pimpão, 28’/2ºT), Montillo e Guilherme (Sassá, 21’/2ºT); Roger – Técnico: Jair Ventura.